A mobilidade do futuro começa com uma visão — e essa história começou em 2011.

Essa história começou em 2011

Foi na Espanha, dentro de uma planta industrial na Europa, que tive meu primeiro contato com uma scooter elétrica equipada com tecnologia de células de hidrogênio.

Não era apenas um equipamento diferente.
Era um conceito diferente.

Ali, já existia uma mentalidade estruturada de transição energética.
A mobilidade não era apenas deslocamento — era eficiência, sustentabilidade e inovação aplicada.

Em 2011, o Brasil ainda engatinhava nesse tema.
Mas naquele momento eu compreendi algo essencial: o futuro da mobilidade não seria movido apenas por combustível. Ele seria movido por visão.

Os anos passaram.

O mercado evoluiu.
A tecnologia amadureceu.
E a eletromobilidade deixou de ser uma pauta distante para se tornar uma realidade estratégica.

Hoje, à frente da Eletropostos Rocha, aquela experiência não é apenas uma memória.
Ela é base de decisão.

Ela influencia nossa escolha de equipamentos.
Nossa visão sobre infraestrutura.
Nossa leitura de mercado.
Nossa responsabilidade técnica.

Porque construir o futuro da mobilidade no Brasil exige mais do que vender carregadores.
Exige compreensão de contexto, maturidade estratégica e compromisso com um ecossistema sólido.

A visão começou em 2011.

Entramos de forma definitiva no desenvolvimento da eletromobilidade no Brasil, acompanhando a transição energética e contribuindo para a construção de um novo ecossistema.

Nossa linha de desenvolvimento começou pelos carregadores veiculares AC de 7 kW — soluções inteligentes, acessíveis e fundamentais para a base da infraestrutura.
E evoluiu de forma consistente até equipamentos de alta performance DC CCS2 iniciando com 30kW  chegando a 360 kW em corrente contínua.

Hoje, contamos com uma linha completa de carregadores AC e DC, preparados para atender diferentes perfis de projeto em todo o território nacional.

Mas ao longo desse caminho, compreendemos algo ainda mais importante.

Nossa missão não é apenas fornecer equipamentos para o mercado de eletromobilidade.

É levar informação correta.
Coesa.
Honesta.
Transparente.

Cada local que decide instalar um eletroposto possui uma realidade específica: demanda energética, perfil de usuários, capacidade de investimento, retorno esperado, infraestrutura disponível.

Não existe solução padrão.

Existe estudo técnico.

xiste análise responsável.
Existe planejamento estratégico.

É por isso que defendemos que a democratização da eletromobilidade não acontece apenas com potência elevada ou números expressivos. Ela acontece quando decisões são tomadas com base na realidade do mercado brasileiro e na maturidade da frota nacional.

Mais do que vender carregadores, participamos da construção de um setor que precisa crescer com consistência, equilíbrio e responsabilidade.

⚡ O Mito dos 150 kW

Potência real vs. expectativa na infraestrutura de recarga no Brasil

A expansão da mobilidade elétrica no Brasil trouxe consigo uma corrida tecnológica baseada em números: carregadores de 120 kW, 150 kW e até 350 kW passaram a representar o novo padrão aspiracional para projetos de infraestrutura.

Mas existe uma pergunta essencial que precisa ser feita:

👉 A frota que realmente circula nas cidades brasileiras consegue aproveitar toda essa potência?

Para investidores, operadores de infraestrutura e gestores de frota, entender a diferença entre potência instalada e potência realmente utilizada é fundamental para garantir eficiência operacional e retorno sobre investimento.

Um erro comum é acreditar que um carregador de 150 kW entregará essa potência máxima a qualquer veículo conectado.

Na prática, quem define a velocidade de recarga é o próprio carro, através de:

  • Arquitetura elétrica (400V ou 800V)

  • Capacidade da bateria

  • Gestão térmica

  • Curva real de carregamento controlada pelo BMS

Além disso, nenhum veículo sustenta a potência máxima durante todo o processo. Após cerca de 70–80% de carga, a potência tende a reduzir para preservar a bateria.

📊 Radiografia da frota brasileira

A análise dos modelos mais vendidos e disponíveis no Brasil revela três categorias principais.


🔵 Frota urbana e de entrada — até 80 kW DC

(maior parte dos veículos em circulação)

Modelo Bateria AC máx Pico DC real
BYD Dolphin Mini 38 kWh 6,6 kW ~40 kW
BYD Dolphin 44,9 kWh 6,6 kW ~60 kW
GWM Ora 03 48 kWh 11 kW ~64 kW
Renault Kwid E-Tech 26,8 kWh 7,4 kW ~30 kW
Chevrolet Bolt / Spark EUV ~42 kWh 6,6 kW ~50 kW
Geely EX5 60 kWh 11 kW até 100 kW

👉 Nesta categoria está a maior parte da realidade urbana brasileira.

🟡 Categoria de transição — 80 a 120 kW DC

Modelos que equilibram autonomia e carregamento rápido.

Modelo Bateria AC máx Pico DC real
BYD Yuan Plus 60 kWh 7 kW 80 kW
Mercedes EQA 66,5 kWh 11 kW 100 kW
Volvo XC40 Recharge ~78 kWh 11 kW até ~150 kW (curva média menor)
BYD Han ~85 kWh 6,6 kW até 120 kW

🔴 Ultra fast — acima de 120 kW

(veículos premium que realmente utilizam alta potência)

Modelo Bateria AC máx Pico DC real
BYD Seal (sedã) ~82,5 kWh 11 kW até 150 kW
Volvo EX30 51–69 kWh 11 kW até 175 kW
Mercedes EQE ~90 kWh 11 kW até 170 kW
Mercedes EQS 108 kWh 11 kW até 200 kW
Audi Q8 e-tron 114 kWh 22 kW até 170 kW
Audi e-tron GT 93 kWh 22 kW até 270 kW

👉 Estes modelos representam a parcela que realmente aproveita carregadores ultra rápidos.

🔋 O paradoxo dos híbridos plug-in (PHEV)

Um dos maiores equívocos do mercado é acreditar que híbridos plug-in carregam rapidamente em qualquer infraestrutura.

Na prática:

Modelo Bateria AC máx
BYD Song Plus DM-i 18,3 kWh 6,6 kW
BYD King 8,3 / 18,3 kWh 3,3–6,6 kW
Volvo XC60 Recharge ~18 kWh até 6,4 kW
GWM Haval H6 PHEV 19 / 35 kWh 6,6 kW

Mesmo conectados a carregadores AC de 22 kW, a maioria continuará carregando abaixo de 7 kW, devido às limitações do carregador onboard.

📈 A importância da curva de carga real

Embora o pico máximo seja frequentemente usado como referência, o desempenho real depende da curva média de carregamento.

Muitos veículos atingem o pico apenas por poucos minutos, reduzindo significativamente a potência média durante a sessão.

🏙️ Infraestrutura estratégica começa com dados reais

Projetos eficientes consideram:

  • perfil da frota local

  • tempo médio de permanência

  • viabilidade energética

  • retorno financeiro

Na prática atual:

👉 carregadores entre 60 kW e 120 kW atendem grande parte da demanda urbana brasileira.

Conclusão

Mais potência não significa necessariamente mais eficiência.

A evolução da mobilidade elétrica depende de infraestrutura inteligente, baseada na realidade da frota e no comportamento dos usuários.

Escolher a potência certa é uma decisão estratégica — não apenas tecnológica.


✨ Eletropostos Rocha — A energia que nos move.

Especialistas em infraestrutura para mobilidade elétrica, conectando tecnologia, estratégia e inteligência de mercado para acelerar a transição energética no Brasil.Mais do que instalar tecnologia, nossa missão é entregar clareza, transparência e decisões inteligentes para um futuro elétrico sustentável, conectado e acessível para todos.

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